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Golpe Bancário: confira como se proteger dessa fraude

Os casos de golpes bancários vêm preocupando clientes e empresas financeiras, a CERT.BR – Centro de Estudos, Resposta e Tratamento de Incidentes de Segurança no Brasil registrou 59.317 fraudes com alvos financeiros somente no ano de 2017.

Golpe Bancário: confira como se proteger dessa fraude – imagem/arquivo

No último dia 17 a policia prendeu membros de uma quadrilha que roubava dados e senhas de correntista através de programa eletrônico malicioso e outras praticas ilegais. Os criminosos roubaram mais de R$ 30 milhões através de golpes, entre eles havia um cantor que usava o dinheiro das fraudes para promover sua carreira.

Geralmente os golpes bancários acontecem por meio de telefonemas, mensagens de celulares e e-mails, mas os criminosos não possuem limites e praticam diversas formas de fraude, até mesmo pessoalmente.

A quadrilha entrava em contato com os correntistas através de mensagens ou ligações informando problemas de cartões, e as pessoas no desespero para resolverem o suposto problema informavam os dados solicitados pelos criminosos, como informações pessoais de documentos e senhas de banco, mas não demorava muito para perceber que caíram em um golpe, ao consultarem seus extratos percebiam o prejuízo.

Como se proteger de golpes bancários

Confira dicas importantes para não cair em fraudes e orientações de como agir caso seja uma vitima de golpe.

Atualizações de Informações  

Desconfie sempre que receber mensagens ou telefonemas em nomes de instituições financeiras solicitando atualizações de informações, não forneça nenhum documento e principalmente nenhum dado bancário como senhas e código de acesso.

A IDEC – Instituto de Defesa do Consumidor alerta que empresas responsáveis por cartões de crédito e bancos não solicitam atualizações de informações através de nenhum meio eletrônico ou ligações telefônicas, ou seja, essas instituições não ligam e não enviam mensagens para clientes.

Links 

É muito importante que as pessoas não abram links recebidos via mensagem.

Na era digital as mensagens via Sms, por aplicativos de mensagens, como por exemplo, o Whatsapp, ou até mesmo por e-mail são constantemente enviadas por empresas de todo o tipo de seguimento, seja promoção, cotação ou até mesmo um simples contato.

Aproveitando desse cenário os bandidos costumam enviar mensagens com links maliciosos, aqueles que vêm acompanhados de um texto supostamente importante do tipo ‘sua conta será bloqueada por falta de atualização, para resolver clique no link’ onde abrirá uma tela bem parecida a do banco, e a pessoa digitará todos os dados bancários e com isso dará total acesso de sua conta aos golpistas. Dessa forma as quadrilhas efetuam transferências e compras em nome da vitima, pois estão acessando sua conta bancaria.

Outra forma de aplicação de golpe são os links infectados de vírus que conseguem roubar todos os dados existentes nos celulares ou em computadores. Por isso é aconselhável não abrir links suspeitos e em casos de duvidas ligue para o banco ou compareça em sua agencia para se certificar.

Fui vitima de golpe bancário: Como agir?

Para as vitimas de fraude o melhor a fazer é comunicar o banco imediatamente através de um telefone confiável, se possível linha fixa, sempre guardando os números de protocolo de atendimento e logo em seguida procura a policia para registrar um boletim de ocorrência.

Quando a instituição financeira é informada do crime é possível barrar os criminosos com o bloqueio de suas transações e com o B.O a vitima pode prosseguir com possíveis procedimentos jurídicos, além de ajudar a policia prender os bandidos. Após essas medidas é sempre bom formatar o aparelho ou computador e instalar um antivírus confiável, para aqueles casos de fraude através de links.

Golpe bancário: O banco pode ser responsabilizado?

De acordo com a IDEC os bancos são responsáveis quando um correntista é vitima de fraude bancaria, pois a instituição tem o dever de fornecer um acesso seguro aos seus clientes. Ou seja, os bancos são responsáveis pela segurança dos dados pessoais e senhas de seus correntistas, e também são responsáveis por retirar as paginas falsas do ar e garantir um ambiente online seguro. Sendo assim a IDEC conclui que quando a instituição financeira não foi suficiente para manter a segurança dos dados de seus clientes e o mesmo cai em uma fraude, quem deve arcar com os prejuízos é o próprio banco.