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26/11/2020

Editoras se unem para evitar quebra de Livraria Saraiva

Credicar Vantagens Editoras se unem para evitar quebra de Livraria Saraiva

Na última terça-feira (06) aconteceu a convocação do SNEL (Sindicato Nacional das Editoras de Livros) para uma reunião com as editoras no intuito de elaborar estratégias de negociação com a Saraiva. O foco é ajudar a editora que fechou o segundo trimestre com uma enorme dívida junto ao quadro de seus fornecedores de R$ 485 milhões.

imagem divulgação

Após acompanharem o caso da Livraria Cultura, que devido sua grande dívida recorreu á recuperação judicial, as editoras buscam solução para impedir que a Livraria Saraiva enfrente a falência.

Para os membros do setor, perder uma distribuição tão forte quanto é a da Saraiva poderá afetar diretamente o fluxo de caixa do segmento. E mesmo diante do fechamento de mais de 20 unidades recentemente, a livraria é muito grande para quebrar desta maneira.

Com 84 estabelecimentos e um e-commerce fortíssimo, a companhia ainda mantém uma participação considerável nas vendas de aproximadamente 30% do mercado.

Na tentativa de evitar a recuperação judicial, a livraria estaria solicitando prazos maiores para pagamentos de suas dividas e também 50% de corte nos valores de seus débitos.

Segundo o SNEL essa negociação não é algo simples para se resolver, mas existe um grande esforço por parte das editoras em criar estratégias para evitar a recuperação judicial e um novo modo de negociar o valor da dívida.

Apesar da Livraria Saraiva apostar em produtos tecnológicos, para explorar outro mercado, a empresa vem sofrendo com a forte concorrência da Amazon, a americana famosa por oferecer descontos agressivos e que atualmente representa aproximadamente 10% das vendas de livros no Brasil, preocupa a companhia que tenta se manter no mercado nesta fase ruim.

Mesmo diante do cenário de dificuldades que as livrarias vêm enfrentando, o consumo de livros no Brasil retornou a crescer neste ano. De acordo com informações do SNEL houve um aumento nas vendas de 3,65% comparado com o ano anterior.

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